Psicologia Arquetípica e o Método Fenomenológico de Husserl: Trabalhando com Imagens Oníricas
DOI:
https://doi.org/10.70435/junguiana.v44.319Palavras-chave:
Psicologia Arquetípica, James Hillman (1926-2011), E. Husserl (1859-1938), Método fenomenológico (1905-1980), SonhosResumo
A psicologia arquetípica é um desenvolvimento teórico da psicologia analítica de C. G. Jung e uma abordagem crítica à psicologia moderna como um todo. Entre as críticas feitas por seu fundador James Hillman, este artigo destacará a substituição de uma perspectiva reducionista e literal do fenômeno psicológico por uma perspectiva fenomenológica. Este artigo tem como objetivo investigar a presença do método fenomenológico de Husserl na obra de Hillman, desde sua aplicação em sua tese Emotion (1959), na qual adota o método husserliano da epoché, até a publicação de seu opus magnum, Re-vendo a Psicologia (1975), no qual o ato de “psicologizar” se aproxima da fenomenologia, uma vez que ambos buscam compreender a “essência” dos fenômenos. Em síntese, o método fenomenológico se evidencia no trabalho com imagens oníricas, em que a Psicologia Arquetípica se mantém fiel ao fenômeno, circulando em torno da própria imagem a fim de apreender seu plano de fundo arquetípico.
Downloads
Referências
Berry, P. (1974). Uma Abordagem ao Sonho. In: O Corpo Sútil de Eco. Rio de Janeiro: Vozes, 2014, pp. 69-100.
Brooke, R. (2009). Jung and Phenomenology. Pittsburgh: Trivium Publications.
Brooke, R. (2000). Pathways into the Jungian World: phenomenology and analytical psychology. London and New York: Routledge.
Casey, E. (2016). Introduction. In: Philosophical Intimations (UE 8). Putnam, Connecticut: Spring Publications, pp. 5-23.
Cerbone, D. (2012). Fenomenologia. Rio de Janeiro: Vozes.
Corá, J. (2022). A atitude fenomenológica em James Hillman: em Emotion e desdobramentos em obras posteriores. Dissertação de Mestrado, Programa da Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal do Paraná.
Føllesdal, D. (2012). Husserl’s Reductions and the Role They Play in his Phenomenology. In: A Companion to Phenomenology and Existentialism. São Paulo: Loyola, 2012, pp. 107-114.
Husserl, E. (1907). A Ideia da Fenomenologia (Cinco Lições). Lisboa: Edições 70, 1990.
Husserl, E. (1913). Ideias para uma Fenomenologia Pura e para uma Filosofia Fenomenológica: Introdução Geral à Fenomenologia Pura. São Paulo: Ideais & Letras, 2006.
Hillman, J. (1959). Emotion: A Comprehensive Phenomenology of Theories and Their Meanings for Therapy. Evanston, Illinois: Northwestern University Press, 1992.
Hillman, J. (1983). Psicologia Arquetípica: Uma Introdução Concisa. São Paulo: Cultrix, 2022.
Hillman, J. (1975). Re-vendo a Psicologia. Petropólis, Rio de Janeiro: Vozes, 2010.
Hillman J. (1979). Uma Investigação Sobre a Imagem. Rio de Janeiro: Vozes, 2019.
Jung, C. G. (1921). Tipos Psicológicos (OC 6). Rio de Janeiro: Vozes, 2013.
Jung, C. G. (1943). O Método Sintético ou Construtivo. In: Psicologia do Inconsciente (OC 7/1). Rio de Janeiro: Vozes, 2013, paras. 121-191.
Jung, C. G. (1968). Fundamentos da Psicologia Analítica (Tavistock Lectures). In: Vida Simbólica (OC 18/1). Rio de Janeiro: Vozes, 2013b, paras. 1-415.
Jung, C. G. (1967). Estudos Alquímicos (OC 13). Rio de Janeiro: Vozes, 2013c.
Moore, T. (1991). The Essential James Hillman: A Blue Fire. London and New York: Routledge.
Russell, D (2013). The Life and Ideas of James Hillman: the Making of a Psychologist. Vol 1. New York: Helios Press.
Samuels, A. (1989). Jung e Pós-junguianos. Rio de Janeiro: Imago.
Sartre, J. P (1939). Esboço para uma Teoria das Emoções. Porto Alegre: L&PM, 2017.
Tacey, D. (1998). Twisting and Turning with James Hillman. In: Post-Jungians Today: Key Papers in Contemporary Analytical Psychology. London: Routledge, pp. 215-234.
Zahavi, D. (2015). A Fenomenologia de Husserl. Rio de Janeiro: Via Verita.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 João Luis Corá Silva

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.





