Autolesión no suicida y los Ritos de Passo

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.70435/junguiana.v44.294

Palabras clave:

Autolesión no suicida, automutilación, rito de paso, rito de iniciación, psicología analítica

Resumen

El presente artículo propone una reflexión sobre las relaciones entre la práctica de la autolesión no suicida y los ritos de paso, analizando cómo los cortes en la piel se manifiestan como intentos inconscientes de autoiniciación. A partir del período de transición hacia la vida adulta — una fase liminal en la que el yo busca, de manera heroica, separarse del mundo infantil y de las fuerzas del inconsciente — se observa que, en ausencia de ritos sociales, estos gestos emergen como intentos fallidos: buscan reproducir la estructura de los ritos de paso (separación, liminalidad e incorporación), pero degeneran en una compulsión estéril. Las cicatrices se convierten en marcas de un proceso inconcluso, en el que la transformación psíquica no se completa. Al desacralizar la vida y prolongar artificialmente la infancia, la sociedad contemporánea intensifica este sufrimiento. El artículo concluye destacando la necesidad de enfoques clínicos que reconozcan en la autolesión no suicida no solo una patologia, sino también un intento frustrado de ritualización señalando la urgencia de nuevos marcos simbólicos colectivos

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Biografía del autor/a

Juliana Rangel Alves de Souza, Universidade Federal de São João del-Rei, São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil

Psicóloga, graduada pela Universidade Veiga de Almeida, pós-graduada em teoria e prática Junguiana pela Universidade Veiga de Almeida, mestre pela Universidade Federal de São João del-Rei.

Walter Melo, Universidade Federal de São João del-Rei, São João del-Rei, Minas Gerais, Brasil

Professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São João del-Rei. Docente dos Programas de Pós-graduação da Universidade Federal de São João del-Rei e da Universidade Federal de Juiz de Fora. Doutor em Psicologia Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Pós-doutorado pela Sorbonne. Pós-doutorado em Antropologia Social pela UFRJ

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Zoja, L. (1992). Nascer não basta: Iniciação e toxicodependência. Axis Mundi.

Publicado

2026-08-07

Cómo citar

Souza, J. R. A. de, & Melo, W. (2026). Autolesión no suicida y los Ritos de Passo. Junguiana, 44, 1–13. https://doi.org/10.70435/junguiana.v44.294

Número

Sección

Artículos