O iceberg do meme: Pós-ironia, neodecadentismo e imaginação arquetípica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.70435/junguiana.v43.298

Palavras-chave:

meme, pós-ironia, complexo cultural, símbolo, neodecadentismo

Resumo

Este ensaio propõe uma análise simbólica e imaginal dos memes digitais a partir do meme/metáfora do iceberg. Organizado em cinco níveis de profundidade — do uso comunicacional à expressão arquetípica —, o texto argumenta que o meme atua como condensador de afetos, linguagem e complexos culturais. Explorando-se o vínculo entre estética pós-irônica, neodecadentismo e inconsciente coletivo, defende-se que o meme não é apenas uma forma de humor, mas um dispositivo simbólico que atualiza narrativas, zonas traumáticas e mitos contemporâneos. Enquanto imagem-rizoma, ele encena ambiguidades e paradoxos psíquicos, funcionando como figura liminar entre o coletivo e o singular, o banal e o sagrado, o riso e a dor. O meme emerge, assim, como artefato performativo da sensibilidade cultural de nosso tempo.

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Biografia do Autor

Daniel Françoli Yago, Pesquisador independente. São Paulo, São Paulo. Brasil

Psicólogo clínico (Pontifícia Universidade Católica – São Paulo). Mestre em Ciências Sociais (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Foi professor do curso de Psicologia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Paulo, entre 2014 e 2023. Tradutor e autor de artigos e ensaios sobre estudos de género e literatura. Publicou A ascensão do Titanic (Ed. Urutau), livro de contos, em 2024.

Publicado

23-10-2025

Como Citar

Yago, D. F. (2025). O iceberg do meme: Pós-ironia, neodecadentismo e imaginação arquetípica. Junguiana, 43, 1–14. https://doi.org/10.70435/junguiana.v43.298

Edição

Seção

Artigos